440v | Opss! Chegou um concorrente maior no seu território? Pense antes de se render.

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Opss! Chegou um concorrente maior no seu território? Pense antes de se render.

por Carlos Chiesa { 79 meses atrás }

Quem conhece a Granja Vianna, bairro eminentemente residencial de Cotia/Carapicuiba/Jandira/Barueiri colado à Grande São Paulo deve conhecer a rua José Félix, que sempre foi a principal rua comercial.

Quem passa por lá ultimamente deve ter observado como existem negócios antes aparentemente prósperos agora fechados.

Claro que podem ocorrer diversas razões para isso, inclusive de ordem pessoal.

Mas é um fato que o perfil da Granja mudou e está mudando cada vez mais.

Agora já são dois shoppings. Mais um segundo Pão de Açúcar.

Para quem abriu uma loja aqui quando os granjeiros eram obrigados a fazer a imensa maioria de suas compras em São Paulo, o futuro pode parecer sinistro.

Predadores invadindo o território onde antes se era absoluto.

Predadores mais poderosos e, pior, com marcas já estabelecidas.

Seria o caso de desistir, tentar vender e, se não der certo, simplesmente fechar para diminuir o prejuízo?

Não tão depressa.

Como publicitário, especialista em criação combinada com visão estratégica, veterano na construção e gestão de marcas, posso dizer que, a princípio, dá para competir. Quer ver?

Observe também que existem diversos conjuntos comerciais prontos ou em vias de inaugurar, que vão se espalhando por quase toda a extensão da Granja, potencialmente pulverizando os negócios em diversos núcleos.

Se os planos de negócio das pessoas que fizeram esses investimentos estiverem certos, a Granja passará a ser, no mínimo a médio prazo, uma alternativa para Alphaville no segmento de escritórios. Que precisarão ser acompanhados por uma estrutura de apoio (lojas de todos os tipos).

Portanto no médio e longo prazo a Granja poderá ter mais gente circulando, logo deverá ter mais espaço para o comércio.

O problema passará a ser tão primitivo quanto a lei da selva: só os mais capazes irão sobreviver. O que significa ser mais capaz? Saber conquistar e manter sua clientela, você dirá. Correto, mas é preciso ser mais específico.

Terá melhores resultados quem souber conciliar o que chamamos de “vantagem competitiva” com imagem de marca (reputação, em outras palavras).

Vantagem competitiva é assunto de marketing.

Imagem de marca é assunto de comunicação.

Hoje o Brasil é respeitado internacionalmente nos dois segmentos.

Pergunte a qualquer professor da FGV ou da ESPM, se não acredita.

Portanto existem especialistas que podem ajudar um comerciante operando na Granja ou qualquer outro bairro ou cidade, por menor que seja, a crescer (e não apenas sobreviver).

Por que “por menor que seja”? Porque existem inúmeros exemplos de empresas que começaram pequenas, despretensiosamente, e se tornaram gigantes.

A Apple não começou em uma garagem?

O que é preciso é deixar de lado o que eu chamo de Sistema ABCE.

A de arame, B de barbante, C de cuspe, E de esparadrapo.

O velho hábito brasileiro de “dar um jeitinho”, de usar remédios caseiros, de deixar tudo a cargo do improviso.

Exemplo: precisa de uma logomarca? Pede para o filho do amigo do vizinho que tem jeito pra coisa e vai cobrar bem baratinho… O resultado será uma “marquinha” e marca é a nossa cara quando adultos, supostamente deve ser o nosso lado mais visível e memorável por toda a vida.

O Sistema ABCE representa uma mentalidade que não funciona mais, principalmente considerando que o Brasil tem enormes possibilidades de competir globalmente.

Duvida? Mais que um exemplo, vou dar um testemunho.

Há alguns anos passamos a atender um cliente coreano. Uma empresa fabricante de celulares recentemente chegada ao Brasil. Começamos o trabalho com as perguntas básicas: “Qual a vantagem competitiva?” Silêncio. “Qual a missão da companhia?” Mais silêncio. “Quais os valores da companhia?” Não tinham a menor ideia do que era isso, portanto estavam no mercado lastreados somente no domínio da tecnologia, que obviamente outros concorrentes tinham.

Não sabiam o básico em marketing e comunicação.

Dava vontade de contratá-los como fornecedores, criar uma marca e operar por nossa conta. Não deu tempo, foram embora daqui antes.

Então, se você está desanimado com a chegada da concorrência, anime-se.

Já que estamos falando de orientais, lembre-se que o ideograma chinês que significa crise também significa oportunidade.

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Carlos Chiesa

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